Faraós do Egito e o Êxodo

sábado, 14 de janeiro de 2012

Gênesis, o primeiro livro de Moisés, apresenta um breve esboço da história dos escolhidos de Deus desde a criação de mundo até o fim da era patriarcal, um período de muitos séculos. Entretanto, os primeiros dois capítulos de Êxodo como uma continuação do Gênesis, abrangem cerca de 80 anos e o restante do livro, apenas um ano, aproximadamente.

Embora a ausência de evidência arqueológica impeça de dogmatizar a respeito de vários pontos da história dos israelitas no Egito, parece haver razões suficientes para justificar a conclusão de que José e Jacó entreram no Egito durante a época dos hicsos. Esses governantes semitas eram amigáveis com seus irmãos étnicos, os hebreus, e, sob o domínio deles, José alcançou honra e fama. Porém, como invasores e governantes estrangeiros, os hicsos eram odiados pelos egípcios nativos, muito embora tenham governado com mão leve e trabalhado para o bem de seus súditos.


HICSOS

Após 150 anos de domínio hicso no Egito (1730-1580 a.C.), Sekenenré se rebelou. Ele era príncipe egípcio de uma jurisdição no alto Egito e vassalo dos hicsos. O registro dessa rebelião aparece num relato lendário de uma data posterior e não revela o sucesso ou o fracasso da tentativa de Sekenenré em restaurar a independência do Egito. Sua múmia mostra terríveis feridas na cabeça, possivelmente recebidas no campo de batalha enquanto lutava contra os hicsos.

Egípcios na batalha contra os Hicsos
A verdadeira luta pela independência começou com Kamés, o filho e sucessor de Sekenenré. Ele teve êxito em expulsar os hicsos do alto e médio Egito e limitar o poder deles à região leste do Delta. Contudo, Kamés não viveu para ver a expulsão definitiva dos hicsos. Isso foi alcançado por seu irmãos mais novo, Ahmés, que derrotou os odiados inimigos e os forçou a entregar sua capital, Avaris. Com a queda de Avaris, os hicsos perderam sua última fortaleza no Egito. Então, foram para Saruhen, no sul da Palestina, que, por sua vez, foi conquistada por Ahmés depois de três anos de campanha militar. A perda de Saruhen e a fuga dos hicsos para o norte marcaram o fim de seu domínio, bem como seu desaparecimento da história.


18° DINASTIA EGÍPCIA

Após derrotarem os hicsos, os governantes de Tebas se tornaram monarcas absolutos de todo o Egito. Como reis da 18° dinastia, eles não apenas libertaram o Egito, mas subjugaram a Núbia e a Palestina, além de construir um império forte e próspero. Era natural que esses governantes, que não conheciam José (Êx 1:8), considerassem suspeitos os israelitas que ocupavam a terra de Gósen na região oriental do Delta. Também é compreensível que os egípcios nativos não confiassem neles, pois haviam se estabelecido ali no tempo do domínio dos hicsos, eram etnicamente aparentados e tinha sido favorecidos por eles.

Hatshepsut
A cronologia dos reis da 18° dinastia ainda não foi fixada de forma definitiva. As seguintes datas, embora baseadas nas melhores evidências disponíveis, são apenas aproximadas. Ahmés foi sucedido por Amenhotep I (1546-1525 a.C.), que empreendeu campanhas militares no sul e no oeste. Seu filho Tutmés I (1525-1508 a.C.), que levou a cabo uma campanha militar na Síria e no Eufrates, foi o primeiro rei a registrar o trabalho de escravos asiáticos na construção de seus templos. É possível que fossem os hebreus. Ele foi sucedido por seu filho, Tutmés II (1508-1504 a.C.) e, após a morte desse último, Hatshepsut, filha de Tutmés I, governou o Egito pacificamente por 22 anos (1504-1482 a.C.). É provável que ela tenha sido a mãe adotiva de Moisés [Êx 2:5-10], uma vez que os primeiros 40 anos da vida dele foram durante os reinados de Tutmés I, Tutmés II e Hatshepsut. De acordo com a cronologia bíblica adotada neste comentário, Moisés fugiu do Egito alguns anos antes que Tutmés III reinasse como único rei [Êx 2:15].

No início do reinado de Hatshepsut, uma revolução dos sacerdotes a forçou a aceitar a corregência de seu sobrinho, Tutmés III. Seu desaparecimento repentino pode ter sido resultado de violência ou causas naturais. Se Hatshepsut foi a princesa que adotou Moisés, essa revolta dos sacerdotes deve ter acontecido em decorrência da recusa de Moisés em se tornar membro da casta sacerdotal.

Na corte de Faraó, Moisés recebeu o mais elevado ensino civil e militar. O rei resolvera fazer de seu neto adotivo o seu sucessor no trono, e o jovem foi educado para a sua elevada posição. "E Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios; e era poderoso em suas palavras e obras." Atos 7:22. Sua habilidade como chefe militar tornou-o favorito dos exércitos do Egito, e era geralmente considerado personagem notável. Satanás fora derrotado em seu propósito. O mesmo decreto que condenava as crianças hebréias à morte, tinha sido encaminhado por Deus de modo a favorecer o ensino e educação do futuro chefe de Seu povo.

Os anciãos de Israel foram instruídos pelos anjos de que o tempo para o seu libertamento estava próximo, e que Moisés era o homem que Deus empregaria para realizar esta obra. Os anjos também instruíam a Moisés quanto a havê-lo Jeová escolhido para quebrar o cativeiro de Seu povo. Supondo que deveriam obter sua liberdade, pela força das armas, tinha ele a expectativa de levar o exército hebreu contra as hostes do Egito e, tendo isto em vista, prevenia-se contra suas afeições, receando que, pelo seu apego à mãe adotiva ou a Faraó, não estivesse livre para fazer a vontade de Deus.

Pelas leis do Egito, todos os que ocupavam o trono dos Faraós deviam fazer-se membros da sacerdócio; e Moisés, como o herdeiro presumível, deveria iniciar-se nos mistérios da religião nacional. Este dever foi confiado aos sacerdotes. Mas, ao mesmo tempo em que era um estudante ardoroso e incansável, não pôde ser induzido a participar do culto aos deuses. Foi ameaçado com a perda da coroa, e advertiu-se-lhe de que seria repudiado pela princesa caso persistisse em sua adesão à fé hebréia. Mas ele foi inabalável em sua decisão de não prestar homenagem a não ser ao único Deus, o Criador do céu e da Terra. Arrazoava com os sacerdotes e adoradores, mostrando a loucura de sua veneração supersticiosa a objetos insensíveis. Ninguém lhe podia refutar os argumentos nem mudar o propósito; contudo, provisoriamente foi tolerada a sua firmeza, por causa de sua elevada posição, e do favor em que era tido pelo rei, bem como pelo povo (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 245).

Assim que Tutmés III se tornou o único governante (1482-1450 a.C.), partiu para a Palestina numa campanha militar e derrotou uma coalizão de príncipes sírios e palestinos, em Megido. Seu império asiático se manteve unido graças a uma demonstração de força por meio de campanhas anuais. Como seu avô, ele afirmou que escravos asiáticos trabalharam em seus programas de construção de templos. Provavelmente, era ele o faraó de quem Moisés fugiu.

Amenhotep II
Depois de Tutmés III, seu filho Amenhotep II subiu ao trono (1450-1425 a.C.). Ele deu início a um reinado de terror sistemático sobre suas possessões estrangeiras e se enquadra notavelmente bem no papel do faraó do êxodo. Por alguma razão, não mencionada em registros fora da Bíblia, não foi o príncipe herdeiro que sucedeu Amenhotep II no trono, mas seu outro filho Tutmés IV (1425-1412 a.C.). O desaparecimento do príncipe herdeiro pode ter acontecido devido à morte de todos primogênitos na décima praga do Egito [Êx 11:5].

Esse é o contexto histórico dos eventos dramáticos descritos de modo vívido no livro de Êxodo. Não existem registros do êxodo além da Bíblia. Os egípcios nunca relatavam eventos desfavoráveis a si mesmos.


O PRIMOGÊNITO DE FARAÓ

Link
Se Amenhotep II foi o faraó do êxodo, seu filho mais velho foi morto durante a noite de horror. Não existem registros fora da Bíblia sobre esse acontecimento. Na realidade, era costume dos antigos egípcios não declarar qualquer experiência humilhante. Entretanto, Tutmés IV, irmão do primogênito do faraó, deixou uma evidência da qual se infere a morte inesperada de seu irmão e sua própria ascensão à condição de príncipe herdeiro.


A estela da esfinge de Gizé registra que ele fez com que fosse removida a areia desse antigo monumento, em gratidão pela indicação divina que recebeu inesperadamente à sua sombra. Na inscrição ele conta que estava caçando próximo à esfinge num certo dia, e, enquanto tirava um cochilo à sombra do monumento, esse "grande deus" (a esfinge) lhe apareceu em visão e falou com ele como um pai se dirige a um filho, revelando que ele seria o futuro rei do Egito.

Estela da pirâmide de Gizé
O fato de esse incidente estar registrado num monumento de pedra mostra que Tutmés IV originalmente não tinha sido designado como herdeiro da coroa, nem esperava ser rei. Revela também que atribuía sua ascensão ao trono à intervenção divina. Embora seu irmão mais velho, o herdeiro original da coroa, não seja mencionado, os especialistas em inscrições egípcias não tem dúvida de que algo incomum aconteceu ao filho mais velho de Amenhotep II.

Não se deve esperar resposta satisfatória dos registros egípcios quanto ao que aconteceu ao jovem. Mas, supondo que Amenhotep II tenha sido o faraó do êxodo, a morte de seu filho mais velho na décima praga resultaria na ascensão do filho mais jovem, Tutmés IV, como herdeiro do trono. Para não atribuir sua ascensão a uma tragédia que o Deus dos hebreus trouxe ao paíes, Tutmés IV poderia ter inventado e difundido a história de uma suposta visão celestial.


Como costume, uma sucessão irregular real era explicada como uma intervenção divina da parte dos deuses egípcios. Quando Hatshepsut sucedeu seu pai no trono, anunciou-se que o deus Amon a havia gerado e ordenado que ela fosse governante do Egito. Quando Tutmés III, sem direito legal ao trono, foi pronunciado rei durante uma rebelião num templo, um decreto específico do deus Amon foi publicado autorizando essa sucessão irregular.

Objeto de 2 mil anos confirma rituais em Jerusalém

Um objeto em formato de botão com 2 mil anos de idade foi encontrado por arqueólogos em Israel e é primeira evidência física do registros escritos sobre os rituais praticados do Templo judaico de Jerusalém. A descoberta foi divulgada neste domingo (25) por uma equipe da Universidade de Haifa. O artefato é uma espécie de lacre com inscrições em aramaico que dizem “puro por Deus”, sendo usado possivelmente como certificado para alimentos e animais usados como sacrifícios durante cerimônias religiosas. A peça foi encontrada perto do Muro das Lamentações, principal símbolo judeu em Jerusalém e próximo ao complexo de edifícios muçulmanos considerados sagrados na cidade como a mesquita de Al Aqsa.

(G1 Notícias)

Histórias da Bíblia entre povos antigos: Torre de Babel

domingo, 20 de novembro de 2011

Algo interessante que ressalva o quão confiável a Bíblia é. Por toda a Austrália, e sem se aperceberem da ligação, os aborígenes possuem lendas e histórias que são muito parecidas com as histórias bíblicas. Por exemplo, quando George Rosendale, no norte de Queensland, ouviu pela primeira vez a história da Torre de Babel (enquanto criança e durante a Escola Dominical), ele levantou o braço e disse: “Vocês, brancos, têm a história totalmente distorcida. A história das línguas não aconteceu para lá dos mares. A minha avó disse que aconteceu aqui, perto de Cooktown.” A avó dele tinha ouvido a história quando era pequena, muito antes de os missionários chegarem. Repare que essas histórias nunca são sobre eventos depois da dispersão de Babel. Elas podem ser reminiscentes de Adão e Eva no Jardim, o Dilúvio e Babel, mas, por exemplo, nada sobre Moisés atravessar o Mar Vermelho. A razão é óbvia: depois da dispersão que Deus causou (Gn 11), deixou de haver interação entre os povos de onde procedem os aborígenes e os povos que deram origem aos hebreus.

Isso é exatamente o que seria de esperar se a Bíblia fosse historicamente confiável. A existência de lendas e histórias por todo o mundo, semelhantes aos eventos reportados na Bíblia, apontam para uma fonte comum.

Não deixa de ser curiosa a posição dos evolucionistas: quando observam semelhanças entre as formas de vida, eles erradamente inferem que toda a vida deve ter um ascendente comum. Afinal, se os animais não possuem um parente comum, como é que se explicam as semelhanças? No entanto, quando se observam semelhanças entre lendas e histórias mundiais acerca de um dilúvio, eles já não inferem uma “origem comum”, mas, sim, “várias descrições localizadas de eventos distintos”.

Exceto no que toca ao Épico de Gilgamesh; nesse caso, como há muitas semelhanças, e como aparentemente o Épico foi escrito antes de Gênesis, os ateus dizem que Gênesis e Gilgamesh têm uma origem comum. Segundo os céticos, a Bíblia copiou o mito. Não lhes passa pela cabeça que provavelmente Gilgamesh e Gênesis reportam o mesmo evento histórico. Como essa hipótese contradiz seu evolucionismo, ela tem que ser ideologicamente rejeitada.

Portanto, a “lógica” dos evolucionistas funciona assim:

1. Semelhanças entre os animais = origem comum.
2. Semelhanças universais entre as descrições de um Dilúvio global = origem distinta.
3. Semelhanças entre Gilgamesh e Gênesis = origem comum outra vez!

Conclusão: a existência dessas lendas e histórias em povos tão afastados do Médio Oriente está de acordo com o que seria de esperar, se o que a Bíblia relata aconteceu como reportado. Houve verdadeiramente um dilúvio que cobriu toda a Terra, e após isso houve uma dispersão. Os povos levaram consigo a memória desses eventos e foram passando de geração em geração através dos séculos. Claro que, como eram majoritariamente tradições orais, muitos acréscimos foram feitos. Felizmente, Deus preservou o relato dos eventos num Livro com o nome de Bíblia.

(Darwinismo)

Dica de leitura: em meu livro A História da Vida, dedico um capítulo para discutir temas semelhantes ao dessa postagem.

A guerra parece ter poupado tesouros arqueológicos da Líbia

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Os arqueólogos líbios começaram a inspecionar os tesouros arqueológicos do país - alguns deles bem perto de locais marcados por combates entre os rebeldes e as tropas do coronel Kadhafi.

"É a primeira vez que pude retornar a este sítio arqueológico desde o fim dos conflitos. As tropas de Kadhafi estavam bem ali e não sei bem o que aconteceu", comentou Fadel Ali Mohammed, 62 anos, que acaba de ser nomeado ministro das Antiguidades do novo governo líbio. Ele falou diretamente de Sabratha, um desses locais mais famosos, a oeste de Trípoli.

Apesar dos inúmeros postos de controle levantados no caminho por jovens milicianos, gasta-se menos de 90 minutos para seguir da capital a esta localidade, e este professor de arqueologia e de filolofia grega não esconde a preocupação.

Na medida em que o carro se aproxima de Sabratha, no entanto, os primeiros sinais não são desencorajantes.

Um conjunto residencial na entrada do sítio, incluído no patrimônio mundial pela Unesco, foi alvo de tiros de artilharia. Depois, pouco a pouco, começam a aparecer colunas coríntias e, em seguida, a cúpula do famoso teatro antigo, construído entre o segundo e o terceiro séculos d.C.; perto, colunatas destacam-se bem junto ao litoral, numa paisagem que tem como fundo um mar muito azul.

Uma equipe de segurança permaneceu no local durante os combates e as primeiras informações não são más. Apenas os combates com armas leves chegaram perto das ruínas.

Fadel Ali Mohammed, que passou um ano nos cárceres de Kadhafi há cerca de 40 anos, fugindo, depois, para a Grécia, percorreu a parte ocidental do teatro descobrindo três impactos de bala que poderão ser facilmente reparados.

As primeiras informações dizem respeito a outros sítios famosos como Leptis Magna e Cyrene, também positivas. Com três dos cinco sítios inscritos no Patrimônio da Humanidade preservados dos combates, as novas autoridades líbias esperam poder usá-las como atração para o desenvolvimento do turismo, como acontece no Egito e na Tunísia vizinhos.

"Era muito difícil para os turistas vir durante o regime de Kadhafi", recordou-se Hadi Mafuz, um funcionário da agência de turismo de Sabratha. "Se Kadhafi tivesse um problema com um país europeu, ele congelava os vistos para todos os cidadãos de lá. Se um de seus filhos hospedava-se num hotel, todas as outras reservas eram canceladas", lembrou ele.

Se estes sítios foram poupados, o fato deve-se, principalmente, à dedicação de seus guardiães. Por exemplo, Ibrahim Hamad Saleh El-Zintani, 46 anos, ficou dia e noite durante 13 dias, por ocasião do Ramadã, o mês de jejum muçulmanos, no "Castelo Vermelho" de Trípoli para defendê-lo das pilhagens. Ergueu barricadas feitas de andaimes e rochas contra as portas, construídas pelos romanos e usadas, depois, pelos Cavaleiros de Malta.

"Tivemos muitos problemas com pessoas que tentavam entrar no museu para roubar peças, mas conseguimos impedi-las", afirmou ele.

"Jovens da cidade me ajudaram. Trouxeram água para mim, além de tâmaras e sopa quente", contou este pai de seis filhos. Um vizinho levou dinheiro para sua família para que ela pudesse participar das comemorações do Ramadã.

Antes mesmo da queda do regime de Kadhafi, as mais belas peças do museu foram escondidas atrás de uma falsa parede, numa das alas da construção, na esperança de enganar saqueadores eventuais.

Manuscritos do Mar Morto entram na "Era Digital"

O Museu de Israel e o Google têm colaborado para compartilhar os mais antigos manuscritos bíblicos com o mundo.

Os 20 Manuscritos do Mar Morto, determinados a terem 2.000 anos, foram escritos em pergaminhos e papel de papiro que os torna suscetíveis à deterioração. Eles são conhecidos por serem muito sensíveis à luz, devido à sua fragilidade como pele de cebola.

Os pergaminhos foram encontrados nas cavernas de Qumran Khirbet Nordeste do Mar Morto, supostamente às vésperas da destruição de Jerusalém pelos romanos em 70 dC.

Originalmente em fragmentos, os estudiosos foram capazes de reconstruir os textos para visualização, produzindo 850 manuscritos.

Os pergaminhos têm permanecido em exibição no Museu de Israel desde 1966, as páginas e várias passagens enrolados para evitar a exposição em excesso.

O Museu de Israel já fez os pergaminhos digitais. A web site principal do museu contém um link do "Google" que leva os espectadores para a página do "pergaminho do Mar Morto digital".

Lá, descrições de cada rolagem são fornecidas, juntamente com comentários selecionados e vídeos.
Os sete primeiros pergaminhos são fornecidos online, incluindo o O Grande Pergaminho de Isaías, que é o maior manuscrito e mais antigo da Bíblia na terra.

Outros pergaminhos digitalizados incluem o Manuscrito de Guerra, Comentários ao Manuscrito de Habacuque, e o Manuscrito do Templo da Comunidade dos Manuscritos.

A fotografia de alta resolução, com recursos como ampliação, permite que os espectadores vejam os escritos mais facilmente do que poderiam no museu, que normalmente é lotado de visitantes.

Os espectadores podem também procurar por versículo e capítulo, que são destacados para tornar o texto lotado mais gerenciável.

"[O aplicativo do Google] permite que você visualize a partir de casa, assim você pode começar a compreender e apreciar as pedras de toque da cultura ocidental moderna monoteísta", disse James H. Snyder, Anne e Jerome Fisher, Diretor do Museu de Israel.

Os pergaminhos também podem ser traduzidos do hebraico para o Inglês, ou telespectadores podem enviar suas próprias traduções em diferentes línguas.

"A missão da Google é organizar a informação mundial e torná-la facilmente acessível e útil", disse o professor Yossi Matias, Chefe de Israel Centro de P&D para o Google.

"[As versões digitais] Fazem de você um leitor ativo. Você tem a chance de descobrir por que esses manuscritos se tornaram a maior descoberta arqueológica do século 20", disse Adolfo D. Roitman, a Lizbeth e George Krupp, curador dos Manuscristos do Mar Morto, Museu de Israel.

O projeto, lançado em janeiro, serve como um movimento político interessante para o Google.
Israel não foi capaz de granjear a aprovação pública muito mais com suas ações recentes, incluindo a tensa relação de Arab Spring e a Mahonoud Abbas com Barack Obama.

Isto, junto com a tentativa da Palestina para a Aprovação do Estado das Nações Unidas, tem deixado Israel cada vez mais isolado nos últimos meses.

"Os Manuscritos do Mar Morto nos dá uma nova perspectiva sobre a vida antiga, da sociedade e do pensamento. Eles promovem o diálogo inter-religioso e um entendimento entre todos os seres humanos", disse Roitman.

O Manuscritos do Mar Morto reais e tangíveis estarão em exposição na Times Square, no início de Outubro.

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